All we need is love

É uma frase ingênua, mas foi a única a me inspirar nessa segunda-feira. Porque passei o final de semana pensando sobre como a “gente briga, diz tanta coisa que não quer dizer, briga pensando que não vai sofrer, que não faz mal se tudo terminar”. Brigar à toa é coisa para idiotas. Muita gente tem motivos para ser idiota, mas ser idiota com razão não leva a lugar algum. Na época em que eu frequentemente agia e falava como uma idiota não existia Internet. Não era como hoje que é só abrir o FB de alguém ou colocar o nome de alguém no Google e aparecem todas as bobagens que a pessoa disse ou escreveu. Em geral sobre os outros. Idiotas não conhecem o conceito de auto crítica, de auto conhecimento.

Yoga Nidra

Tenho tentado meditar, de verdade, uma vez por dia. Uma meditação ativa que não me faz dormir, ao contrário, me deixa alerta, atenta, consciente. Meditação essa na qual devemos estabelecer propósitos sem usar a palavra Não. Desejo resistir à vontade de fumar. Desejo evitar brigas inúteis. Desejo extinguir padrões reativos que me levam para a tristeza. Primeiro, pensei em escrever “desejo ficar sem vontade de fumar”, mas isso é impossível. Por que eu deixaria de ter vontade de fumar, uma coisa ótima, deliciosa que faz tão bem para um escritor? Quanto a evitar brigas inúteis e padrões reativos, faço o que posso. Raramente escrevo no FB sobre política, sexo e religião, convivo o mínimo possív

Yes, Mister Carson

Dia 25 de fevereiro começo uma Sala de Roteiristas e estou há dias trabalhando no tema do primeiro encontro: como tirar argumento e escaleta a partir da trajetória de personagens. Para quem escreve tudo pode servir de início para levantar uma série. Desde que se domine o formato. Imaginação e criatividade não bastam. Estou revendo Downton Abbey terceira temporada e assistindo, ao mesmo tempo, o final da sexta. Barrow em é o personagem que apresenta a trajetória mais completa, mais complexa, mais difícil de fazer. Por que ele muda. Mister Carson, ao contrário, não muda. Ele vai numa direção só e sua teimosia é tanta que só desvia obrigado. Como a fábula do junco e do carvalho. A Condessa vi

Os momentos felizes

Admiro as pessoas que têm facilidade com o “Nunca mais”. Nunca mais vou fumar. Nunca mais vou beber. Nunca mais vou me magoar com atitudes idiotas. Nunca mais quero seus beijos. Nunca mais falo com você, se você fizer isso ou aquilo. Meu estilo foi, a vida inteira, admitir que podemos precisar de reconstruir pontes. No entanto, existe em mim uma força tardia que é o “Agora, chega”. É quando acordo do transe que me permite fazer o trabalho que adoro como se o mundo do lado de fora não. Quando acordo do transe que me permite amar pessoas sem precisar aprová-las. Aí, eu saio cortando pessoas, situações, circunstâncias. Antes, eu usava o “Agora, chega” em relação aos outros. Hoje, sei que eu g

Denominadores

Escutei alguém dizendo: não quero mais denominadores na minha vida. Procuro no dicionário e encontro: “Denominador, na fração, é o número que fica em baixo. É o número que indica em quantas partes iguais será dividido o número de cima”. Sempre aceitei bem ser dividida entre interesses aparentemente conflitantes. Até que, um dia, comecei a eliminar os denominadores. Grupos, objetivos, pessoas, padrões meus que atrapalhavam seguir adiante. A frase “não quero mais denominadores...” dificilmente seria pronunciada por mim. Entendo a necessidade de não ter a atenção dividida, mas penso que deve ser triste e entediante ficar inteira, mas imersa sempre na mesma rotina, com as mesmas pessoas, os mesm

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