Transparência

Ontem, escutei uma frase que é o espírito do nosso tempo: só trabalho com amigos, se for bom, mas for chato, não quero. Depois li no Facebook um texto que pede aos avós que não ensinem os netos a esconder dos pais que ganharam pirulitos. O texto se chama Respeitem os pais e parece fazer relação entre as crianças esconderem que ganharam doces dos avós e, mais tarde, esconderem ataques de pedófilos. O lema (bem intencionado) é não acostumar crianças com segredinhos. Mais do que isso: o texto diz que se você (Avô? Avó?) não concorda com o que os pais mandam a criança fazer, respeite. Não importa se concorda ou não. Respeite. Qual o sentido disso? Porque um ser humano adulto que colocou filhos n

Os que não conseguem pertencer

Existe um filme imperdível em cartaz em poucas salas no Rio de Janeiro. Loucas de alegria é o título inadequado. É provável que saia de cartaz amanhã, por isso saio da mudez que me impus nos últimos meses para comentá-lo. O filme é melhor do que Thelma e Louise. Porque evita a armadilha que aprisiona alguns escritores de atribuir a traumas, a agressões externas, homicídios, suicídios, fugas. O filme é sobre a amizade entre malucas e a amizade de alguns profissionais da saúde mental por malucas. Muito bom. No entanto, uma conversa ontem com uma amiga (não vou citar o nome, pode ser que ela se constranja de ser citada num textão) descobri uma diferença interessante entre as pessoas normais e

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