Amanhã

Eu já dividi a humanidade em dois grupos: os que iam e os que não iam ao lançamento dos meus livros. Brincadeira. Eu dizia isso para implicar com as pessoas que não precisam de pessoas, vivem bem sozinhas. Ou dizem que vivem bem assim. Ultimamente, lançamento de um livro continua sendo data crucial, mas parei de me preocupar tanto em convidar as pessoas várias vezes, como fazia antes. Hoje entendo melhor as ausências, como as queridas Adriana, Frida e Teresa que tiveram a gentileza de me avisar. Entendem a carência de escritores. O que mudou em mim foi que hoje consigo demonstrar menos o quanto gosto que me enrosco do trabalho as pessoas se dão de comparecer na livraria, ficar na fila, esperar o autografo. Sendo assim, Bom dia para você que estará amanhã na Livraria da Travessa de Ipanema. Bom dia também para quem não estará lá porque realmente não pode. De qualquer forma, todos meus convidados continuam na minha lista para o próximo. Com a tarefa de se gostarem, recomendarem o livro para os amigos. Se não gostarem, para os inimigos. Adoro a pertinência desse pedido teatral.

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