Só por hoje


Hoje, eu tive um dia singular. Graças a Thiago Galvão, Cris, Pedro, Joaquim, Vitor, Breno, Luisa, Gregory, Libby, Nathalia, Beatriz e Alex, eu vi personagens tomarem vida. Devo estar esquecendo alguém, mas a Máquina Storytelling estava ali, rodando. Na FachaWood, como brinquei com Paulo Alonso.

No meio da jornada, precisei cobrir outra área criativa, fui e voltei e a Máquina de Fazer Histórias continuava lá. Funcionando. Dez, doze pessoas sem almoçar, trabalhando para cumprir prazo e não deixar a peteca cair.

O orgulho de dar voz para um adicto em recuperação, tentando se equilibrar.

A dor da mãe que é tratada com descuido, talvez involuntário, pelos filhos.

A lésbica negra e pobre tentando não voltar para o crime.

No final do dia, quando me atrasei para um compromisso de prazer, pensei em começar a listar as coisas difíceis, mas depois caí em mim. Sonia, Sonia, tantas vitórias num dia só e você vai reparar no que você podia ter feito melhor? Dá um tempo na auto exigência, Sonia, só por hoje!

Coisas demais na mente impedem a perfeição, ensina o Zen Budismo.

Um dia perfeito. Alguma fome, algum estresse, um ou outro obstáculo, mas o orgulho de levantar um mundo dependendo só de nós mesmos estava ali. Pulsando.

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