Cara de Paisagem

O Leo Aversa, em crônica de 12/04, contou de uma ex-namorada um pouco intensa, autocentrada e apaixonada pelo som da própria voz. Ele deve ter inventado essa personagem, porque se essa mulher existir (e vestir a carapuça) já deve estar espalhando no Facebook os defeitos que ele tem. Mas isso não vem ao caso. Afinal, escritores estão na chuva é para se molhar. O que me interessa aqui é que a terapêutica que ele indica para pessoas como a ex-namorada é a também conhecida “fazer cara de paisagem”. A pessoa está indignada, entusiasmada, envolta em suas próprias dores, alegrias, convicções? A cara de paisagem não diz “pois é/um absurdo” como o Leo Aversa recomenda. Fica olhando com expressão p

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