Boca de Ouro

A peça de Nelson Rodrigues está em cartaz no Sesc Ginástico, na Graça Aranha. Tem direção do Gabriel Vilela em grande forma. É puro Nelson numa montagem esfuziante, com uma trilha sonora intensa de arrancar lágrimas e risadas, cantada por Mariana Elisabestky, a maioria das vezes. Outras, pelo elenco inteiro num tom suave. De arrepiar. A montagem está tão afiada, tensa, engraçada, que hoje precisei reler Boca de Ouro no Teatro Completo. Eu não me lembrava do quanto as frases são a de deixar boquiaberto qualquer um. “Ninguém é macho no Caju” protesta Leleco. E o tempo todo os atores, a luz, o cenário, o figurino trazendo a pungência do insuperável texto de Nelson Rodrigues. Para mim, filha, é

Pessoa nefasta

Falta de noção Hoje fui ao aniversário de uma pessoa querida. É uma pessoa com quem não tenho intimidade, mas é alguém com quem partilhei ideais, a quem admiro como mulher, mãe, profissional. Cheguei, fui cumprimentada calorosamente por ela, pelo marido e pelo encantador marido de outra jovem mulher com a qual, até o dia de hoje, eu pensava ser era unida por uma admiração recíproca. O marido da jovem a respeito de quem me enganei veio em minha direção acompanhado de uma amiga (dele) que eu não reconheci, mas que me pareceu familiar. Fiz o que faço sempre quando esqueço o nome das pessoas, sorri e disse: oi, sou Sonia. Ela sorriu amarelo, não respondeu e deixou o rapaz bem educado fazendo

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