Samurai

Ouvi dizer que os samurais, da hora que acordavam a hora que iam dormir, dedicavam seu tempo à busca da perfeição no que faziam. Os gregos chamavam isso de Honra e Excelência. A cultura samurai é masculina e o samurai servia a um senhor, o mais próximo, e, no topo da hierarquia , ao Imperador. No entanto, eu conheci várias mulheres Samurais em minha vida. Ajudei a formar algumas. Cuidei de várias. Porque sinto que mulheres que têm honra e buscam a excelência merecem um tratamento especial. Porque essas mulheres, como os samurais, têm a vocação de servir. Não medem sacrifício para honrar os deveres, para servir às pessoas que amam, as pessoas que cuidam. Nunca concordei com a ideia (Freud?)

Reações ao Poder

Aprendi, na vida, que existem pessoas incapazes de compreender que andar com justiça e cuidado com os outros é uma atitude poderosa. São pessoas que encontram algum prazer estranho em atormentar os outros por pequenos, médios, grandes motivos. É claro que essas pessoas acreditam estar certas. Quando fazem maldades é sempre porque os outros provocaram, praticamente pediram. Ou então, porque não tinham outra saída. Mentira. Nas relações face a face, outras pessoas são incapazes de cuidar daqueles cujo poder emana da justiça e da perfeição. Da honra e da excelência. É mais fácil terem cuidado com os que tumultuam, manipulam, discriminam. Porque acham que os fortes não precisam de cuidado, at

Só por hoje

Hoje, eu tive um dia singular. Graças a Thiago Galvão, Cris, Pedro, Joaquim, Vitor, Breno, Luisa, Gregory, Libby, Nathalia, Beatriz e Alex, eu vi personagens tomarem vida. Devo estar esquecendo alguém, mas a Máquina Storytelling estava ali, rodando. Na FachaWood, como brinquei com Paulo Alonso. No meio da jornada, precisei cobrir outra área criativa, fui e voltei e a Máquina de Fazer Histórias continuava lá. Funcionando. Dez, doze pessoas sem almoçar, trabalhando para cumprir prazo e não deixar a peteca cair. O orgulho de dar voz para um adicto em recuperação, tentando se equilibrar. A dor da mãe que é tratada com descuido, talvez involuntário, pelos filhos. A lésbica negra e pobre tentando

Coisas que aprendi fora da escola

Será que existe uma forma de ensinar as pessoas a não se exporem, ou a caírem fora rápido de ciladas emocionais? Eu gostaria de ter aprendido algumas coisas pelo conhecimento, sem precisar passar pela experiência. Porque eu aprendo quando me ensinam. Bastava alguém ter me avisado. Fugir de “perseguidores de bruxas”. Aquelas pessoas que, um dia, há muitas vidas, cortaram nariz e orelha de adúlteras, a mão de ladrões e reencarnam no século XXI fazendo a mesma coisa no Facebook. Quem persegue um hoje, perseguirá todos amanhã. Eu sei, eu vi. Ficar longe de quem tem espírito de chefe de gangue. Porque quando a gente é atacado por uma gangue a única saída é apanhar quieto, cair e não levantar. E

O que pode acontecer de pior?

Billy Wilder disse: os pessimistas vão para Hollywood, os otimistas para Auschwitz. É uma maneira inusitada de pensar o Holocausto e a vida. Podemos considerar, no entanto, que ele deixou uma carreira em Berlim logo que os nazistas tomaram o poder . Emigrou para Hollywood sem saber inglês. E a mãe e os avós morreram no campo de concentração. Provavelmente, milhares de otimistas resistiram a largar tudo para se arriscar fora da Europa, naquela época. Dos 17 anos até hoje, em situações desesperadoras, eu costumo pensar: o que pode acontecer de pior, se eu tomar tal ou qual atitude? Hoje, acordei pensando: só nas situações desesperadoras? Estou numa fase da minha existência onde tudo gira

Agarrando Pueblo o Vampires de la miseria

Descobri que existem duas maneiras, para mim, de escrever nesse blog. O que me vem à cabeça e, depois, o que desejo mesmo contar. Primeiro escrevo tudo o que estou pensando, depois edito. Ontem assisti a uma honestíssima (honestidade intelectual) Master Class de Luís Ospina. Eu nem sabia que existia um movimento cinematográfico chamado Caliwood, em Cali, na Colômbia. Nem um manifesto contra a pornomiséria. Eu me senti até culpada por minha ignorância! Ao mesmo tempo, fiquei reconfortada. Há 40 anos, já existiam pessoas que percebiam a exploração da miséria sul americana para satisfazer o apetite europeu por desgraças alheias! “Agarrando o povo” é um documentira engraçadíssimo, mas muito

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