Bullying

Eu já sofri muito assédio moral. Pesado. Ser discriminada, estigmatizada, isolada, esnobada faz parte da minha história de vida. Quando era criança e adolescente, por crianças, adolescentes e adultos que se achavam no direito de ter opinião sobre a vida dos meus pais. Mesmo adulta, volta e meia sou discriminada por gente que não aceita que, apesar de qualquer desvantagem, eu siga a consigna minha mãe: em frente e para cima, sempre. Esta é a vantagem de ser filha de uma Viking. Em adulta, por gente como o Ruy Castro, o Roberto Kas e outros menos cotados, mas sempre sabedores de como se colocar junto a quem manda nos Quatro Poderes da República. Eu nunca matei ninguém. Não foi por falta de

Mais histórias, menos conversa fiada

Estou apaixonada pela prostituta Candy da série The Deuce. Não briga. Não se mete na vida alheia. Ajuda sem humilhar. Diz Não sem encompridar a conversa. Observa os sinais. Evita (até o terceiro episódio) confidências. Abre mão de se envolver com narcisista sádico. Só faz o que ela quer. Só faz o que ela pode. Paga o preço. Eu ia escrever que as outras mulheres, na série, são vítimas delas mesmas, mas depois me ocorreu que todos somos vítimas de nós mesmos. Quando não somos algozes dos outros. É difícil criar mulheres tão apaixonantes como as prostitutas de The Deuce. E narcisistas sádicos tão precisos como os cafetões. Um escritor precisa se mover no fio da navalha para obter precisão com

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