2016


Para o ano que se inicia sexta, dia primeiro, eu peço para mim e para quem mais quiser me acompanhar:

Cultivar pessoas que respondem, de espírito aberto, email, telefonemas, convites, propostas de trabalho, apresentações, cobranças, partilha de sonho.

Retribuir apoio, cuidado, justiça, generosidade com apoio, cuidado, justiça e generosidade.

Conferir cada aperto de mão, olho no olho, abraço, beijo na boca para saber se ali existe a chance de alguma parceria, amizade, sexo ou amor.

Evitar a auto comiseração oriunda da inveja do que o outro tem, do desejo pelo que não se pode ter, da falta de lucidez sobre o quinhão de felicidade que nos cabe.

Manter distancia da prática acusatória de identificar na gente ou nos outros a razão pelas coisas não darem certo.

Exorcizar qualquer tentativa de agir como príncipe medieval chamando de Rapunzel homens que, nos dias de hoje, agem como mulherzinha medieval.

Evitar (sem esfregar na cara de quem está sendo evitado) quem não responde convites, não cumpre combinados, tem idéias antagônicas sobre amor, amizade, poder e dinheiro.

Desistir daqueles que rejeitam ser superestimados, desejados, cortejados, mimados, amados, queridos.

Abdicar da convivência com quem pratica a rejeição, explicita ou implícita. Sem DR.

Relevar mentiras de quem me quer bem, retaliar mentiras de quem me faz mal.

O maior de todos os meus desejos para 2016: manter a integridade, nem sempre correta, nem sempre bonita, nem sempre magra que levei anos para consolidar.

Para encerrar o ano de 2015:

Desejo, em dobro, tudo o que a mim desejaram, em 2015, afetos e desafetos.

Desejo um 2016 justo aos que me detestam ou têm severas, medias, pequenas restrições a quem atende pelo nome, nessa vida, de Sonia Rodrigues.

Desejo um 2016 justo, inteiro e repleto de entrega e partilha para aqueles que me amam, me apreciam, gostam de mim.

Que a Força esteja do nosso lado e nos proteja dos outros e de nós mesmos.

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