Dear

Hoje faço uma live sobre a diferença entre série documental e série de ficção. Estudando, investigando o tema me recomendaram duas séries. Dear na Apple TV e Amor no espectro, na Netflix.

Será uma atividade de preparação para o Workshop Internacional de Séries e

minha primeira live não gratuita na pandemia. Explico: quem se inscrever até dez de setembro no www.autoria.com.br terá direito a assistir toda quarta-feira, até dezembro, uma hora de exercícios dramatúrgicos de audiovisual comigo. Mais ou menos sete reais por sessão.

Por que escrevo como se estivesse fazendo um comercial? Porque as duas séries me ensinaram, mais uma vez, o quanto a TV, as histórias na TV, dizem mais sobre a Vida do que a vida propriamente dita.

Aliás, a vida não ensina nada pelo que vejo as pessoas fazendo ou dizendo.

Penso que nós, erradamente, nos arrastamos pelo mundo cometendo sempre os mesmos erros e só interrompemos essa jornada idiota ouvindo ou lendo histórias. Alguns não param de errar nem com as histórias. Uma pena!

Ontem conversei por telefone com um velho amigo para quem eu tinha ligado na véspera num momento muito delicado. Como ele não atendeu, liguei para duas pessoas duronas que se compadeceram de mim e me ajudaram a ir adiante com a dor. Porque existem baques que não têm cura. É seguir a vida com a faca cravada nas costas.

Ontem conversei também com Euclides. Sempre um bom encontro. Num momento ele perguntou: o que você busca nas drogas legais? Eu respondi: busco ser menos Sonia com os outros. Bingo!

Falei inspirada pelo episódio do Garibaldo na série Dear. Obrigada, Letícia Nunes, pela indicação.

Depois, assistindo a série sobre autistas, me senti parecida com personagem Choe, na série Amor no espectro, obrigada , Jorge Martins.

Por que sou escritora? Porque olho sempre para dentro de mim. Porque examino as histórias para incorpora-las à vida real, tão repetitiva.

Muitos autistas passam por dificuldades de socializar com os “normais”. Mas não só eles. Todos que estão em dificuldade de interação precisam de uma “Sesame Street”. A minha é contar histórias. De vez em quando com filtro.

Espero todos meus leitores hoje na live. Vamos nos preparar juntos para mostrar, no WIS, em dezembro, o que os brasileiros têm.

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