O fio de Ariadne


Fui gravar um depoimento sobre Casa de Delícias, livro que escrevi em homenagem às avós. A minha em especial. .

Há pouco participei de uma live no canal do CineBrasilTV no Instagram sobre um filme documental que fiz e dediquei à memória de minha mãe. O filme chama-se “O nome do pai” e o debate com Vanessa Souza (a diretora) e Jussan Silva e Silva foi muito legal.

As histórias – reais ou de ficção - são o fio de Ariadne que me puxa para o sol. O tempo todo.

Eu diria que existem quatro coisas muito boas na vida: histórias, beijo na boca, histórias, chocolate, histórias, vinho. Três delas ficam melhores com histórias. É só fazer um experimento.

O que é melhor? Beijar na boca partilhando histórias (mesmo que inventadas na hora) ou beijar na boca apenas (pode valer a pena, não vamos radicalizar, Sonia!)?

Tomar chocolate quente com croissant ouvindo histórias de quem nos acompanha nessa empreitada engordativa ou engordar sem ninguém ao nosso lado?

Beber um bom vinho ouvindo histórias (de novo, inventadas ou não) ou beber em total solidão na base do “ninguém me ama, ninguém me quer”?

Existem cem outras coisas muito boas, como praia, trabalhar, gastar dinheiro. Mas são coisas que, frequentemente, dependem de instancias que não controlamos. Como a pandemia.

No entanto, em qualquer circunstância de solidão (vamos combinar que más companhias não contam) histórias divertem, consolam, consolam, animam.

Critérios para escolher quais histórias seguir ou contar ajudam. Mas a gente precisa ter critério para quase tudo, não é?

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