Tudo o que acontece, acontece para o melhor

Dalai Lama disse – segundo o Nizan Guanaes – que a felicidade ou é genética ou é treinada.

Às vezes, me deparo com obstáculos intransponíveis e me pergunto: como isso pode ser para o melhor? Aí passa um tempo, e vejo que aquele obstáculo me salvou de ciladas sem fim. Ou me obrigou a lutar em outra direção.

O verbo “lutar” aparece o tempo todo nos meus textos, eu sei. Mas é porque sou uma inconformada. Estou me treinando para lutar menos.

A pessoa X não pode me dar atenção agora. Melhor assim, posso assistir de novo House e anotar ideias para minha série de ficção.

A amiga, camarada em armas de tantas criações, está impaciente e não entende o que estou pedindo. Daqui a 48 horas, tento de novo.

A outra amiga – que a mim parece gostar de ser enganada– está caminhando com seus próprios pezinhos para mais uma desilusão amorosa e me conta toda feliz que dessa vez vai dar certo. Pode ser que dê certo e, se der errado, não faz parte das minhas atribuições tentar convencê-la do contrário.

Deixar de lutar contra a agenda das pessoas, o entendimento, a maneira de lidar com afetos pode ser fácil para quem não é inconformada, para quem não tem um histórico de perseguir objetivos grandes, médios, pequenos. Para mim, "deixar correr"é um teste de esforço. Mas está sendo divertido.

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