Para que serve a ficção ou o zen budismo?

Aceito, entrego, confio, agradeço. Grande frase. Ou um grande ensinamento. Repeti muitas vezes que o Orgulho é um direito dos multimilionários, dos sociopatas e dos perdedores. A paranoia raivosa (para mim o verdadeiro nome do pecado do Orgulho) para consumo diário, para o varejo, só combina com o fracasso. Para o comum dos mortais. Como eu. Atitudes do tipo “só eu estou certo” ou “ tenho raiva desses seres desprezíveis que me maltratam, me contrariam, me criticam, me perseguem” são armadilhas. Para quem foi pobre, para quem esteve em desvantagem social, para quem até hoje ignora como se colocar nos lugares de poder. Como eu. É provável que me reste apenas passar a vida trabalhando de

Amor só aos iguais

Ontem assisti a um filme a respeito de como é difícil lidar com a intensidade, a maluquice, os estigmas dos outros. Indignação. Baseado em um livro que adorei ter lido. Escrito por Philip Roth que já me fez perceber tanta coisa. Em geral, o que eu lei de ficção ou assisto me faz sentir como Ms Marple, personagem da Agatha Christie. Estabeleço imediata comparação com os muitos personagens e histórias que conheço no mundo real. Por exemplo, a mãe judia se referindo, no filme, à jovem com a marca de um corte no braço me lembrou Paulo Lins numa Flip ao lado de um ex-soldado criança de Serra Leoa: na favela, nós sabíamos de que família sairiam os bandidos. Eu gostaria de, além de escritora, se

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