Ladrões de bicicleta e contadores de histórias

Hoje eu tive uma conversa de 350 palavras com meu amigo Marcos Caetano sobre uma sucessão de pequenos acidentes muito dolorosos que se abateram sobre a beleza de três mulheres Rodrigues, há muitos anos. Ontem, eu tive uma conversa de algumas horas com José Luiz Rocha, escritor premiado da Flupp e com Valnei Succo, jovem produtor cultural do Observatório das Favelas. Eles contam histórias o tempo todo e escutam bem histórias. Talentos raros. Nenhum dos dois eventos me preparou para o email que recebi de recusa de um projeto meu. Porque a pessoa que recusou não era nem para ter recebido o projeto. Recebeu porque o dono do dinheiro enviou o projeto para alguém que me conhece – e ao meu trabal

Adultério para rir

Qual marca de cigarro você fumaria se descobrisse que seu marido lhe traí depois de 40 anos de casados? E qual seria o cigarro se descobrisse que, além disso, o caso é com o melhor amigo e rola há 20 anos? Jane Fonda deu entrevista a um jornal brasileiro dizendo que os dois homens têm um caso secreto durante 20 anos por causa da homofobia da nossa sociedade. Fiquei escandalizada com a falta de senso crítico. Gays omitem amantes durante 20 anos e são vítimas, homens hetero omitem amantes e são canalhas machistas? Grace e Frankie não é isso. A série tira sarro de todas as situações criadas pelo amor. Bolo de casamento, adultério, fim de casamento, despedida de solteiro, filhos adultos… Lóg

Olhos verdes

Eu pinto meu cabelo no Leblon, vou a praia no Leblon, talvez devesse passar mais tempo no bairro que me lembra Braz de Pina, pequeninho, gente que se conhece por todos os cantos. Encontrei com minha amiga Cíntia Barreto por lá esses dias. Encontrei porque liguei antes e soube que ela estava na praia. Lendo Lia Luft. Conversamos sobre nosso apego a situações que já deram o que tinha que dar. Apego a situações tóxicas, como casamento falido. Já é perigoso se apegar a um amor que nos deixa, quanto mais ao um casamento que não funciona. Digo perigoso porque nos arrasta para a tristeza, a depressão, a lógica perversa do “onde foi que errei?” Em geral, não erramos, só acabou. Ou melhor, erramos

Dá trabalho ser feliz

Deviam instituir uma lei: mulheres fortes estão proibidas de cair na armadilha da infelicidade permanente. Ou talvez mães devessem ensinar às filhas a não fazerem pacto com a infelicidade permanente. Ou ensinar aos filhos homens a não se manterem presos a mulheres fortes em situação de infelicidade permanente. O problema não são as pessoas com tendência para o mal. O problema são as que mesmo sem tendência, por infelicidade ou preguiça ferem os outros sem necessidade. Porque ser bom (ou feliz) é esforço. Minha lógica é simples (minha lógica é sempre simples, sou uma pessoa do óbvio): mulheres fortes em situação de permanente infelicidade vão se vingar em alguém. Nelas mesmas, no marido,

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