2016

Para o ano que se inicia sexta, dia primeiro, eu peço para mim e para quem mais quiser me acompanhar: Cultivar pessoas que respondem, de espírito aberto, email, telefonemas, convites, propostas de trabalho, apresentações, cobranças, partilha de sonho. Retribuir apoio, cuidado, justiça, generosidade com apoio, cuidado, justiça e generosidade. Conferir cada aperto de mão, olho no olho, abraço, beijo na boca para saber se ali existe a chance de alguma parceria, amizade, sexo ou amor. Evitar a auto comiseração oriunda da inveja do que o outro tem, do desejo pelo que não se pode ter, da falta de lucidez sobre o quinhão de felicidade que nos cabe. Manter distancia da prática acusatória de identif

Homeland e eu

Estou preparando dois cursos para a Escola de Séries. Dramedia e Soapy. Só os títulos já dão a dimensão da encrenca que estou me propondo a enfrentar. Dramedia e Soapy são tons de drama pouco explorados, no Brasil, em séries. Encrencas são estimulantes ainda mais quando envolvem histórias. Faço parte do grupo de pessoas que aprende pelo conhecimento. Por isso, histórias são tão importantes para mim. Porque me ensinam. As histórias reais ou inventadas por escritores iluminam minhas experiências de vida. Existem pessoas que aprendem melhor pela experiência. Precisam vivenciar as situações. Drogas, sexo, amor, ódios tudo precisa ser vivido. O que não viveram, não existe. O Tinder foi feito p

Escrever é ouro, falar é prata, o silêncio mata

Assisti a um grande filme argentino esses dias. O Clã. Pedro Almodóvar produz e fiquei pensando que o espanhol anda com a faca nos dentes. Relatos Selvagens ainda é engraçado, mas esse último, baseado numa história real, passada na ditadura argentina, é “na veia”. O protagonista me lembrou Eduardo Cunha. O mundo pode vir abaixo de evidências e ele continua se declarando inocente. Comentei com um amigo argentino o quanto os cineastas de lá não perdem a oportunidade de dar na cara da ditadura derrubada, presidentes presos, condenações a prisão perpétua, torturadores desmascarados. Meu amigo respondeu: a ferida foi grande demais, inesquecível. Um dos temas do filme é a falta de transparência em

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